Adriana Cruz: poesia, ativismo e o fortalecimento das narrativas indígenas



A escritora, poeta e contadora de histórias Adriana Cruz tem se destacado no cenário cultural brasileiro por unir literatura, ancestralidade e militância em uma trajetória marcada pela sensibilidade e pelo compromisso com as narrativas indígenas. Sua produção literária inclui poesias líricas, nas quais explora afetos, memórias e vivências que atravessam sua identidade e o território que habita.



Ativista há quatro anos no Coletivo de Mulheres Marangathu, Adriana atua no fortalecimento da cultura e da memória dos povos indígenas, tanto nas aldeias quanto nos contextos urbanos. Pelo coletivo, desenvolve projetos de literatura, oficinas culturais e ações que valorizam a presença da mulher indígena na arte e na sociedade.



Um dos pilares de sua atuação é a defesa e a promoção da Lei 11.645/2008, que estabelece a obrigatoriedade do ensino de história e cultura indígena e afro-brasileira nas escolas. Em palestras, formações, rodas de conversa e apresentações literárias, Adriana contribui diretamente para a implementação dessa legislação, oferecendo às comunidades escolares um olhar mais plural, sensível e representativo.


Em 2025, Adriana integrou a programação da Feira Literária Indígena de Nayandra Marapara, no Amazonas, por meio de um projeto financiado pela Lei Aldir Blanc. Durante o evento, apresentou suas poesias líricas, participou de mesas literárias e conversou com leitores de diferentes comunidades, reforçando a importância da literatura indígena no cenário nacional.


A escritora também mantém uma intensa agenda em escolas, onde desenvolve contação de histórias, vivências culturais e apresentações poéticas. Sua presença estimula a formação de leitores, promove a valorização das culturas indígenas e incentiva o contato das novas gerações com a arte da palavra.


Com sua poesia sensível, seu ativismo firme e sua dedicação à educação, Adriana Cruz consolida-se como uma voz essencial na literatura contemporânea, abrindo caminhos para que mais narrativas indígenas ocupem o espaço que lhes pertence: o centro da cultura e da educação brasileira.